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Desde aquele dia
Em que alguém lhes levou
Sem rasto, sem nada
Assim alguém deixou
Para que ninguém pudesse achar
A alegria deu lugar
Rapto , morte ... atitude desesperada
Em encontrar
Cada pista que leve a um via
Insistir para que volte a harmonia
Da família, dos amigos, de quem lhes quer bem
Os que procuram ainda não perderam a esperança
Somente ainda guardam a lembrança!

"Já não tenho dedos pra contar
De quantos barrancos despenquei
E quantas pedras me atiraram
Ou quantas atirei
Tanta farpa tanta mentira
Tanta falta do que dizer
Nem sempre é "so easy" se viver
Hoje eu não consigo mais lembrar
De quantas janelas me atirei
E quanto rastro de imcompreensão
Eu já deixei
Tantos bons quanto maus motivos
Tantas vezes desilusão
Quase nunca a vida é um balão..."
Tudo bem(ja não tenho dedos)Banda Br Soul

"Hoje, existe uma espécie de menosprezo por essa coisa tão simples que antes era falar com propriedade. Quando eu era trabalhador, sempre tinhas as ferramentas limpas e em bom estado. Não conheço uma ferramenta mais rica e capaz que o idioma. E isso significa que se deve ser elegante na dicção. Falar bem é um sinal de pensar bem”. (entrevista coletiva no lançamento do As pequenas memórias, 2006)
O escritor português José Saramago morreu, hoje, aos 87 anos, sendo considerado um dos maiores vultos da literatura lusófona, o que lhe valeria o Prémio Nobel. De raízes humildes, Saramago tornar-se-ia um dos nomes grandes da cultura portuguesa.

Lembro-me do meu primeiro caderno, de como era feio. Descobri que era pobre quando fui à escola e vi que minha caixa de lápis de cor tinha 12 lápis e a do meu amiguinho do lado tinha 36. Lembro-me que o único luxo que meu pai me deu, foi uma merendeira com formato de elefante.
Meu primeiro dia de aula foi terrível, eu tremia como ‘vara verde’ e a dona Rosângela, minha primeira professora que era a melhor da época, cuidou de mim. Naquele momento, diante de toda a situação, eu sentei, dobrei minhas pernas e fiz xixi nas calças. A professora ao perceber, disse que eu teria que ir para casa.
No segundo dia aconteceu a mesma coisa, e assim também no terceiro. Eu até já ficava feliz porque sabia que teria que voltar para casa.
Mas, neste terceiro dia fui surpreendido. Ao fazer o xixi nas calças a professora disse que eu não iria para casa, pois minha mãe tinha dado uma cueca reserva caso acontecesse de novo.
O momento da escola para mim era terrível, e eu queria fugir do sofrimento, não queria enfrentá-lo. Na escola eu tinha pavor de matemática por que eu a encarava como maior que eu. Quando tinha medo de alguma coisa, eu não a enfrentava. E quanto mais não enfrentava, mais medo tinha daquilo.
Se existe alguma coisa que lhe mete medo, respeita, mas não deixe que o medo se torne determinante, por que senão você será eternamente prisioneiro deste medo. Muitas vezes o nosso sofrimento é duplicado dentro de nós por que nos entregamos à experiência do medo, e não devemos ter medo, devemos enfrentá-lo. Se diante do sofrimento eu não o enfrentar, ficarei agarrado à saia da mãe eternamente.
Seja honesto com os medos que você sente. Seja honesto com aquilo que merece a sua atenção. Você pode estar perdendo tempo na vida por que está dando atenção àquilo que não merece. A nossa vida às vezes está uma bagunça danada por que não a pontuamos direito, e acaba sendo como um texto mal pontuado que não pode ser bem compreendido. A nossa vida deve ser bem pontuada.
Uma “exclamação” no nosso rosto faz falta. Quantas brigas surgem por pessoas que não conseguem pôr uma exclamação na cara? Nós temos o direito de ter nossos momentos de baixa, mas não podemos nos deixar dominar por estes momentos, devemos nos colocar cheios de esperança mesmo diante dos sofrimentos que estão diante de nós! Muitos sofrimentos da nossa vida teriam sido evitados, solucionados, se a gente tivesse perguntado antes, se tivéssemos conversado antes com as pessoas que estão à nossa volta.
O sofrimento muitas vezes só vai embora no momento em que chegam pessoas em nossas vidas. Às vezes o que falta nos relacionamentos é a capacidade de perceber o outro. Nossa capacidade de perceber o outro está tão prejudicada por vivermos na pressa, que não percebemos as pessoas. Nós vivemos na pressa e nossa vida vai ficando vazia.
Quanto sofrimento se estende em nossas vidas porque não sabemos pôr um ponto final nas coisas? Temos que ter a coragem de pôr este ponto final em muitas coisas em nossas vidas. Por exemplo: nos vícios. Conheci um rapaz que com 38 anos estava morrendo de câncer por que não soube pôr um ponto final em seu vicio. Deixou seus filhos e esposa, pois fumou desde os 12 anos.
Se eu matar a minha saúde, se me matar antes do tempo não for pecado, então eu não sei mais o que é pecado. O interesse das indústrias é que tenham cada vez mais viciados, pois um viciado não tem controle. O sofrimento humano esta sendo gerado a partir do momento em que os vícios crescem você tem que ter coragem de jogar fora estas pequenas doses de morte que você coloca em sua própria vida.
Padre Léo uma vez me dizia: “Meu filho, eu nunca pedi a Deus que me curasse do meu câncer, por que seria muito injusto eu plantar limão e querer colher outra coisa. Eu fumei a vida inteira. Então, eu peço a Ele que me ensine a morrer do jeito certo”. Se eu não faço minha parte, eu me pergunto: será que é honesto eu pedir que Deus faça a parte Dele, se eu não faço a minha? Ele já fez a parte Dele nos dando a vida, precisamos fazer a nossa parte!
Há enfermidades que não buscamos, mas há tantas outras que a gente costura, que a gente busca. Como terei saúde boa se não tiver uma boa alimentação? Como é que terei saúde espiritual se eu não busco coisas boas? Um dia eu aprendi muitas lições na escola, mas hoje vejo que tudo aquilo que aprendi também é Evangelho. Deus pode, e eu tenho que poder com Ele, tome uma atitude a partir de hoje.
Deus é dinâmico e precisamos ser também. Olha quanta coisa perdemos na nossa vida por que somos lerdos. Se nós entrarmos no dinamismo da graça, ninguém nos segura! Vá à mesma velocidade que Deus está! Ele não perde tempo, Ele ama a toda hora. Se você tem que perdoar, perdoe hoje! Tenha pressa de ser feliz, pois não sabemos quanto tempo nos resta. Tenha pressa de se reconciliar com as pessoas que você ama, tenha pressa em fazer uma atividade física, tenha pressa em amar, tenha pressa em querer a vida, pois não sabemos quanto tempo ainda temos.
Onde será o ponto final, a vírgula, o ponto de interrogação ou de exclamação que você deve colocar em sua vida? Talvez você precise “virar a página”! Deixe que Deus fale ao seu coração, para que você saiba o que realmente deve fazer em sua vida.
Fabio

Odiar é também uma forma de amar. Diferente, mas é. É que o coração humano nem sempre consegue identificar o sentimento que o move. É claro que existem situações em que o ódio é ódio mesmo, mas, em outras, não.
Você já deve ter experimentado isso que estou dizendo. Sobretudo no momento em que foi traído, enganado e até mesmo abandonado. O sentimento foi de revolta e, nela, o amor muda de cor, configura-se diferente. É a mesma coisa que acontece com os animais que se camuflam para sobreviverem às ameaças dos inimigos. O camaleão é sempre camaleão, mesmo que não possamos identificá-lo no seu disfarce. Da mesma forma fazemos nós.
Quando temos o nosso amor traído, ameaçado pelo descaso do outro, nós nos revestimos de ódio e ressentimentos. Mas a fonte é sempre o amor. Ele é o referencial de onde parte a nossa reação. Nem sempre temos coragem de assumir isso. A traição nos trava para a misericórdia. E, então, sentimos necessidade de devolver a ofensa com a mesma moeda.
Por isso, dizemos que odiamos. Mas só o dizemos, porque o que nos falta é coragem para dizer que amamos.
Camuflados e infelizes
Camuflar é o recurso que usamos com o objetivo de nos justificarmos diante dos outros. É uma forma que temos de nos sentir menos humilhados. Não raras vezes, dizer que temos ódio é uma maneira de tentar dar a volta por cima. Estranho isso, mas acontece.
Talvez seja por isso que as pessoas andam tão distantes dos seus verdadeiros sentimentos. Tememos a fraqueza. Tememos que o outro nos flagre no sofrimento que a gratuidade do amor nos trouxe. Preferimos assumir uma postura marcada pela agressividade a outra que nos mostrasse em nossa fragilidade.
Nos dias de hoje, cada vez mais, acentua-se a necessidade de ser forte. Mas não há uma fórmula mágica que nos faça chegar à força sem que antes tenhamos provado a fraqueza. E amar é experimentar a fraqueza. É provar o doloroso campo da necessidade, da carência e da fragilidade.
Amar é uma forma de depender, de carecer e de implorar. É uma forma de preenchimento de lacunas, visto que o amor é a melhor forma de complementar os espaços.
Admirável desconcerto
Quem ama sabe disso. Quem é amado, também. A gratuidade do amor consiste nisso. Amar quando o outro não merece ser amado. Surpresa maior não há. Ser abraçado no momento em que sabemos não merecer ser perdoados. O amor verdadeiro desconcerta. O perdão e a reconciliação são a prova disso. Somente depois de dizermos infinitas vezes "Eu te perdôo" , é que temos o direito de dizer "Eu te amo". Porque, antes do perdão, o que existe é admiração. Esse último sentimento não é o mesmo que amar. Só amamos aqueles a quem perdoamos. E, geralmente, só odiamos aos que amamos, caso contrário seríamos indiferentes.
Pena que tem sido cada vez mais difícil declarar amor no momento em que o outro não merece. Não temos coragem de tomar essa atitude, porque ela é chamada de fraqueza, coração mole. E, por medo de sermos vistos assim, camuflamos o amor com as roupas do ódio.
Perdemos a oportunidade de atualizar a gratuidade do amor de Deus na precariedade do amor humano e de surpreender o outro com nosso gesto já transformado pela graça divina.
Na sua vida, não tenha medo de ser fraco, já que a fraqueza representa capacidade de amar. Quando o outro, pelas mais diversas razões esperar pelo seu ódio, surpreenda-o com o seu amor.
Desconcerte-o e, assim, você ajudará a consertar o mundo.
Melo

Overdose de palavras
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terça-feira, 29 de junho de 2010
ESTA SAUDADE PODE TER FIM. Disque 100
Desde aquele dia
Em que alguém lhes levou
Sem rasto, sem nada
Assim alguém deixou
Para que ninguém pudesse achar
A alegria deu lugar
Rapto , morte ... atitude desesperada
Em encontrar
Cada pista que leve a um via
Insistir para que volte a harmonia
Da família, dos amigos, de quem lhes quer bem
Os que procuram ainda não perderam a esperança
Somente ainda guardam a lembrança!
domingo, 27 de junho de 2010
Tudo bem
"Já não tenho dedos pra contar
De quantos barrancos despenquei
E quantas pedras me atiraram
Ou quantas atirei
Tanta farpa tanta mentira
Tanta falta do que dizer
Nem sempre é "so easy" se viver
Hoje eu não consigo mais lembrar
De quantas janelas me atirei
E quanto rastro de imcompreensão
Eu já deixei
Tantos bons quanto maus motivos
Tantas vezes desilusão
Quase nunca a vida é um balão..."
Tudo bem(ja não tenho dedos)Banda Br Soul
O grande
Os 3 últimos desejos de Alexandre, O Grande
Uma grande lição:
"Quando à beira da morte, Alexandre convocou os seus generais e relatou seus três últimos desejos:
1 - Que seu caixão fosse transportado pelas mãos dos médicos da época;
2 - Que fossem espalhados no caminho até seu túmulo os seus tesouros conquistados (prata, ouro, pedras preciosas...
3 - Que suas duas mãos fossem deixadas balançando no ar, fora do caixão, à vista de todos...
Um dos seus generais, admirado com esses desejos insólitos, perguntou a Alexandre quais as razões.
Alexandre explicou:
1 - Quero que os mais iminentes médicos carreguem meu caixão para mostrar que eles NÃO têm poder de cura perante a morte;
2 - Quero que o chão seja coberto pelos meus tesouros para que as pessoas possam ver que os bens materiais aqui conquistados, aqui permanecem;
3 - Quero que minhas mãos balancem ao vento para que as pessoas possam ver que de mãos vazias viemos e de mãos vazias partimos...."
"O sábio nunca diz tudo o que pensa, mas pensa sempre tudo o que diz " Aristóteles
1 - Que seu caixão fosse transportado pelas mãos dos médicos da época;
2 - Que fossem espalhados no caminho até seu túmulo os seus tesouros conquistados (prata, ouro, pedras preciosas...
3 - Que suas duas mãos fossem deixadas balançando no ar, fora do caixão, à vista de todos...
Um dos seus generais, admirado com esses desejos insólitos, perguntou a Alexandre quais as razões.
Alexandre explicou:
1 - Quero que os mais iminentes médicos carreguem meu caixão para mostrar que eles NÃO têm poder de cura perante a morte;
2 - Quero que o chão seja coberto pelos meus tesouros para que as pessoas possam ver que os bens materiais aqui conquistados, aqui permanecem;
3 - Quero que minhas mãos balancem ao vento para que as pessoas possam ver que de mãos vazias viemos e de mãos vazias partimos...."
"O sábio nunca diz tudo o que pensa, mas pensa sempre tudo o que diz " Aristóteles
sábado, 19 de junho de 2010
Morte de Saramago

"Hoje, existe uma espécie de menosprezo por essa coisa tão simples que antes era falar com propriedade. Quando eu era trabalhador, sempre tinhas as ferramentas limpas e em bom estado. Não conheço uma ferramenta mais rica e capaz que o idioma. E isso significa que se deve ser elegante na dicção. Falar bem é um sinal de pensar bem”. (entrevista coletiva no lançamento do As pequenas memórias, 2006)
O escritor português José Saramago morreu, hoje, aos 87 anos, sendo considerado um dos maiores vultos da literatura lusófona, o que lhe valeria o Prémio Nobel. De raízes humildes, Saramago tornar-se-ia um dos nomes grandes da cultura portuguesa.
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Vire a página
Lembro-me do meu primeiro caderno, de como era feio. Descobri que era pobre quando fui à escola e vi que minha caixa de lápis de cor tinha 12 lápis e a do meu amiguinho do lado tinha 36. Lembro-me que o único luxo que meu pai me deu, foi uma merendeira com formato de elefante.
Meu primeiro dia de aula foi terrível, eu tremia como ‘vara verde’ e a dona Rosângela, minha primeira professora que era a melhor da época, cuidou de mim. Naquele momento, diante de toda a situação, eu sentei, dobrei minhas pernas e fiz xixi nas calças. A professora ao perceber, disse que eu teria que ir para casa.
No segundo dia aconteceu a mesma coisa, e assim também no terceiro. Eu até já ficava feliz porque sabia que teria que voltar para casa.
Mas, neste terceiro dia fui surpreendido. Ao fazer o xixi nas calças a professora disse que eu não iria para casa, pois minha mãe tinha dado uma cueca reserva caso acontecesse de novo.
O momento da escola para mim era terrível, e eu queria fugir do sofrimento, não queria enfrentá-lo. Na escola eu tinha pavor de matemática por que eu a encarava como maior que eu. Quando tinha medo de alguma coisa, eu não a enfrentava. E quanto mais não enfrentava, mais medo tinha daquilo.
Se existe alguma coisa que lhe mete medo, respeita, mas não deixe que o medo se torne determinante, por que senão você será eternamente prisioneiro deste medo. Muitas vezes o nosso sofrimento é duplicado dentro de nós por que nos entregamos à experiência do medo, e não devemos ter medo, devemos enfrentá-lo. Se diante do sofrimento eu não o enfrentar, ficarei agarrado à saia da mãe eternamente.
Seja honesto com os medos que você sente. Seja honesto com aquilo que merece a sua atenção. Você pode estar perdendo tempo na vida por que está dando atenção àquilo que não merece. A nossa vida às vezes está uma bagunça danada por que não a pontuamos direito, e acaba sendo como um texto mal pontuado que não pode ser bem compreendido. A nossa vida deve ser bem pontuada.
Uma “exclamação” no nosso rosto faz falta. Quantas brigas surgem por pessoas que não conseguem pôr uma exclamação na cara? Nós temos o direito de ter nossos momentos de baixa, mas não podemos nos deixar dominar por estes momentos, devemos nos colocar cheios de esperança mesmo diante dos sofrimentos que estão diante de nós! Muitos sofrimentos da nossa vida teriam sido evitados, solucionados, se a gente tivesse perguntado antes, se tivéssemos conversado antes com as pessoas que estão à nossa volta.
O sofrimento muitas vezes só vai embora no momento em que chegam pessoas em nossas vidas. Às vezes o que falta nos relacionamentos é a capacidade de perceber o outro. Nossa capacidade de perceber o outro está tão prejudicada por vivermos na pressa, que não percebemos as pessoas. Nós vivemos na pressa e nossa vida vai ficando vazia.
Quanto sofrimento se estende em nossas vidas porque não sabemos pôr um ponto final nas coisas? Temos que ter a coragem de pôr este ponto final em muitas coisas em nossas vidas. Por exemplo: nos vícios. Conheci um rapaz que com 38 anos estava morrendo de câncer por que não soube pôr um ponto final em seu vicio. Deixou seus filhos e esposa, pois fumou desde os 12 anos.
Se eu matar a minha saúde, se me matar antes do tempo não for pecado, então eu não sei mais o que é pecado. O interesse das indústrias é que tenham cada vez mais viciados, pois um viciado não tem controle. O sofrimento humano esta sendo gerado a partir do momento em que os vícios crescem você tem que ter coragem de jogar fora estas pequenas doses de morte que você coloca em sua própria vida.
Padre Léo uma vez me dizia: “Meu filho, eu nunca pedi a Deus que me curasse do meu câncer, por que seria muito injusto eu plantar limão e querer colher outra coisa. Eu fumei a vida inteira. Então, eu peço a Ele que me ensine a morrer do jeito certo”. Se eu não faço minha parte, eu me pergunto: será que é honesto eu pedir que Deus faça a parte Dele, se eu não faço a minha? Ele já fez a parte Dele nos dando a vida, precisamos fazer a nossa parte!
Há enfermidades que não buscamos, mas há tantas outras que a gente costura, que a gente busca. Como terei saúde boa se não tiver uma boa alimentação? Como é que terei saúde espiritual se eu não busco coisas boas? Um dia eu aprendi muitas lições na escola, mas hoje vejo que tudo aquilo que aprendi também é Evangelho. Deus pode, e eu tenho que poder com Ele, tome uma atitude a partir de hoje.
Deus é dinâmico e precisamos ser também. Olha quanta coisa perdemos na nossa vida por que somos lerdos. Se nós entrarmos no dinamismo da graça, ninguém nos segura! Vá à mesma velocidade que Deus está! Ele não perde tempo, Ele ama a toda hora. Se você tem que perdoar, perdoe hoje! Tenha pressa de ser feliz, pois não sabemos quanto tempo nos resta. Tenha pressa de se reconciliar com as pessoas que você ama, tenha pressa em fazer uma atividade física, tenha pressa em amar, tenha pressa em querer a vida, pois não sabemos quanto tempo ainda temos.
Onde será o ponto final, a vírgula, o ponto de interrogação ou de exclamação que você deve colocar em sua vida? Talvez você precise “virar a página”! Deixe que Deus fale ao seu coração, para que você saiba o que realmente deve fazer em sua vida.
Fabio
O DESCONCERTO QUE CONSERTA!

Odiar é também uma forma de amar. Diferente, mas é. É que o coração humano nem sempre consegue identificar o sentimento que o move. É claro que existem situações em que o ódio é ódio mesmo, mas, em outras, não.
Você já deve ter experimentado isso que estou dizendo. Sobretudo no momento em que foi traído, enganado e até mesmo abandonado. O sentimento foi de revolta e, nela, o amor muda de cor, configura-se diferente. É a mesma coisa que acontece com os animais que se camuflam para sobreviverem às ameaças dos inimigos. O camaleão é sempre camaleão, mesmo que não possamos identificá-lo no seu disfarce. Da mesma forma fazemos nós.
Quando temos o nosso amor traído, ameaçado pelo descaso do outro, nós nos revestimos de ódio e ressentimentos. Mas a fonte é sempre o amor. Ele é o referencial de onde parte a nossa reação. Nem sempre temos coragem de assumir isso. A traição nos trava para a misericórdia. E, então, sentimos necessidade de devolver a ofensa com a mesma moeda.
Por isso, dizemos que odiamos. Mas só o dizemos, porque o que nos falta é coragem para dizer que amamos.
Camuflados e infelizes
Camuflar é o recurso que usamos com o objetivo de nos justificarmos diante dos outros. É uma forma que temos de nos sentir menos humilhados. Não raras vezes, dizer que temos ódio é uma maneira de tentar dar a volta por cima. Estranho isso, mas acontece.
Talvez seja por isso que as pessoas andam tão distantes dos seus verdadeiros sentimentos. Tememos a fraqueza. Tememos que o outro nos flagre no sofrimento que a gratuidade do amor nos trouxe. Preferimos assumir uma postura marcada pela agressividade a outra que nos mostrasse em nossa fragilidade.
Nos dias de hoje, cada vez mais, acentua-se a necessidade de ser forte. Mas não há uma fórmula mágica que nos faça chegar à força sem que antes tenhamos provado a fraqueza. E amar é experimentar a fraqueza. É provar o doloroso campo da necessidade, da carência e da fragilidade.
Amar é uma forma de depender, de carecer e de implorar. É uma forma de preenchimento de lacunas, visto que o amor é a melhor forma de complementar os espaços.
Admirável desconcerto
Quem ama sabe disso. Quem é amado, também. A gratuidade do amor consiste nisso. Amar quando o outro não merece ser amado. Surpresa maior não há. Ser abraçado no momento em que sabemos não merecer ser perdoados. O amor verdadeiro desconcerta. O perdão e a reconciliação são a prova disso. Somente depois de dizermos infinitas vezes "Eu te perdôo" , é que temos o direito de dizer "Eu te amo". Porque, antes do perdão, o que existe é admiração. Esse último sentimento não é o mesmo que amar. Só amamos aqueles a quem perdoamos. E, geralmente, só odiamos aos que amamos, caso contrário seríamos indiferentes.
Pena que tem sido cada vez mais difícil declarar amor no momento em que o outro não merece. Não temos coragem de tomar essa atitude, porque ela é chamada de fraqueza, coração mole. E, por medo de sermos vistos assim, camuflamos o amor com as roupas do ódio.
Perdemos a oportunidade de atualizar a gratuidade do amor de Deus na precariedade do amor humano e de surpreender o outro com nosso gesto já transformado pela graça divina.
Na sua vida, não tenha medo de ser fraco, já que a fraqueza representa capacidade de amar. Quando o outro, pelas mais diversas razões esperar pelo seu ódio, surpreenda-o com o seu amor.
Desconcerte-o e, assim, você ajudará a consertar o mundo.
Melo
quarta-feira, 16 de junho de 2010
As vezes ser feliz custa caro

Amores possiveis
Meu principe encantado...
Aos quinze anos, espera-se que o príncipe encantado venha montado num cavalo branco. Aos vinte, a exigência torna-se menor: o cavalo pode ser pardo. Aos vinte e cinco, admite-se a possibilidade de que o cavalo seja um pangaré. Aos trinta, o cavalo nem é mais necessário, pode vir num jegue mesmo!
É mais ou menos assim que as expectativas vão se acomodando dentro do coração da gente à medida que o tempo passa. Quanto maior o horizonte de possibilidades, maiores são as exigências que fazemos. Isso nos faz lembrar as palavras do filósofo francês Sartre: “A angústia nasce das possibilidades”.
Ter mais de uma opção faz que o coração se divida para exercer a escolha. É mais ou menos isso que o seu coração tão jovem experimenta quando ele tem que escolher alguém a quem você dedicará os seus afetos. E você não pode negar que, de alguma forma, você participa deste grande leilão de amores, onde prevalece a lei da oferta e da procura: às vezes, você se oferta; às vezes, você procura; outras, entra em liquidação. E assim vai.
É muito comum nos dias de hoje encontrar meninas e meninos que, aos 17 anos, já se sentem na liquidação. Passaram por inúmeros “proprietários” e, depois, foram devolvidos. Provaram a triste e dolorosa experiência de sentirem-se descartados como se fossem objetos de consumo que, depois de usados, são jogados fora.
O mito do amor romântico
Assim segue a vida, fortemente marcada pelos signos do amor romântico, onde mocinhas acorrentadas na torre ansiosamente esperam pelos príncipes que virão em seus poderosos cavalos brancos para libertá-las da condição de acorrentadas.
É interessante que, no mito do amor romântico, a força arrebatadora do amor sempre vence a altura das torres e os projetos ardilosos de maquiavélicas madrastas. O beijo final é a concretização feliz de um processo de luta e de busca que parece ser metáfora do sonho humano de, um dia, finalmente descansar nos braços de um amor eterno. É justamente por isso que essas histórias permanecem vivas no inconsciente coletivo, visto que expressam nosso desejo de ser personagens de conto de fadas.
Que seja eterno
Mas a vida é real e, por ser real, os cavalos não são tão brancos, os príncipes não são tão belos e as princesas têm frieiras nos dedos dos pés.
No momento em que percebemos a inadequação entre sonho e realidade, descobrimos que o amor que pensávamos que tínhamos pelo outro na verdade não passava de uma projeção de nossas carências e idealizações.
Não podemos nos esquecer de que o amor humano só é possível a partir da precariedade. Somos a mistura de qualidades e defeitos, de belezas e feiúras. O amor só é verdadeiramente consistente no dia em que descobrimos o que o outro tem de melhor e de pior. O problema é que, na projeção de nossas necessidades, cegamo-nos para o real, para o verdadeiramente possível.
Com isso, passamos a esperar o que não existe, o que não se dará justamente por estar fora do horizonte de nossas possibilidades.Portanto, o seu príncipe tão esperado até pode existir. E a sua princesa tão desejada pode até estar escondida em algum lugar, mas por favor, seja realista! É preciso baixar as expectativas. O amor da sua vida virá, mas não creio que seja tudo isso que você espera.
Meu principe encantado...
Aos quinze anos, espera-se que o príncipe encantado venha montado num cavalo branco. Aos vinte, a exigência torna-se menor: o cavalo pode ser pardo. Aos vinte e cinco, admite-se a possibilidade de que o cavalo seja um pangaré. Aos trinta, o cavalo nem é mais necessário, pode vir num jegue mesmo!
É mais ou menos assim que as expectativas vão se acomodando dentro do coração da gente à medida que o tempo passa. Quanto maior o horizonte de possibilidades, maiores são as exigências que fazemos. Isso nos faz lembrar as palavras do filósofo francês Sartre: “A angústia nasce das possibilidades”.
Ter mais de uma opção faz que o coração se divida para exercer a escolha. É mais ou menos isso que o seu coração tão jovem experimenta quando ele tem que escolher alguém a quem você dedicará os seus afetos. E você não pode negar que, de alguma forma, você participa deste grande leilão de amores, onde prevalece a lei da oferta e da procura: às vezes, você se oferta; às vezes, você procura; outras, entra em liquidação. E assim vai.
É muito comum nos dias de hoje encontrar meninas e meninos que, aos 17 anos, já se sentem na liquidação. Passaram por inúmeros “proprietários” e, depois, foram devolvidos. Provaram a triste e dolorosa experiência de sentirem-se descartados como se fossem objetos de consumo que, depois de usados, são jogados fora.
O mito do amor romântico
Assim segue a vida, fortemente marcada pelos signos do amor romântico, onde mocinhas acorrentadas na torre ansiosamente esperam pelos príncipes que virão em seus poderosos cavalos brancos para libertá-las da condição de acorrentadas.
É interessante que, no mito do amor romântico, a força arrebatadora do amor sempre vence a altura das torres e os projetos ardilosos de maquiavélicas madrastas. O beijo final é a concretização feliz de um processo de luta e de busca que parece ser metáfora do sonho humano de, um dia, finalmente descansar nos braços de um amor eterno. É justamente por isso que essas histórias permanecem vivas no inconsciente coletivo, visto que expressam nosso desejo de ser personagens de conto de fadas.
Que seja eterno
Mas a vida é real e, por ser real, os cavalos não são tão brancos, os príncipes não são tão belos e as princesas têm frieiras nos dedos dos pés.
No momento em que percebemos a inadequação entre sonho e realidade, descobrimos que o amor que pensávamos que tínhamos pelo outro na verdade não passava de uma projeção de nossas carências e idealizações.
Não podemos nos esquecer de que o amor humano só é possível a partir da precariedade. Somos a mistura de qualidades e defeitos, de belezas e feiúras. O amor só é verdadeiramente consistente no dia em que descobrimos o que o outro tem de melhor e de pior. O problema é que, na projeção de nossas necessidades, cegamo-nos para o real, para o verdadeiramente possível.
Com isso, passamos a esperar o que não existe, o que não se dará justamente por estar fora do horizonte de nossas possibilidades.Portanto, o seu príncipe tão esperado até pode existir. E a sua princesa tão desejada pode até estar escondida em algum lugar, mas por favor, seja realista! É preciso baixar as expectativas. O amor da sua vida virá, mas não creio que seja tudo isso que você espera.
Cavalos brancos são muito raros nos dias de hoje. É mais fácil o seu príncipe chegar num fusquinha azul clarinho modelo 67.
E a sua princesa, até creio que ela esteja esperando por você, mas não que ela esteja numa torre, envolvida numa atmosfera de encanto. É mais provável encontrá-la atrás de um balcão de padaria ou até mesmo no caixa do supermercado mais próximo.
Mas não tem problema. Embora os moldes sejam diferentes dos contos de fadas, vocês também têm o direito de viverem felizes para sempre!
E a sua princesa, até creio que ela esteja esperando por você, mas não que ela esteja numa torre, envolvida numa atmosfera de encanto. É mais provável encontrá-la atrás de um balcão de padaria ou até mesmo no caixa do supermercado mais próximo.
Mas não tem problema. Embora os moldes sejam diferentes dos contos de fadas, vocês também têm o direito de viverem felizes para sempre!
Fabio de Melo
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